No Meio da Rua é a luta diante do desamparo, a poesia do migrante vindo do interior que enfrenta a barreira das grandes cidades. Dedicado a três amigos mortos - Gilberto Gick, Luis Holderbaum e Dorival Pacheco - e aos meus pais, foi lançado na época da anistia (1980), quando era preciso apagar o passado para sobreviver. Os poemas do livro compõem o terreno de um balanço e de uma arrancada, fundada na espreita, na tocaia e na esperança. Por especial intermediação de Juarez Fonseca, o amigo generoso que inventa livros e autores, o poeta Mario Quintana se dispôs a escrever o prefácio, confirmando assim sua boa impressão que meu livro anterior, "Outubro", tinha nele despertado (e que provocou "o maior elogio" da minha vida, segundo avaliação de Caio Fernando Abreu, ou seja , a inclusão, feita por Mário, do meu nome entre os quatro melhores poetas do Rio Grande do Sul - junto com Carlos Nejar, Armindo Trevisan e Walmir Ayala - elogio publicado no Correio do Povo, de Porto Alegre). |